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Como organizar as contas do mês: guia prático em 7 passos

Atualizado em agosto de 2026 · Leitura de 6 minutos

Se o salário some antes do fim do mês e você não sabe explicar para onde ele foi, o problema quase nunca é falta de disciplina — é falta de visibilidade. Este guia mostra o passo a passo que funciona na prática, sem planilha complicada e sem precisar conectar sua conta bancária a lugar nenhum.

1. Levante tudo que entra

Comece pelo lado fácil: quanto realmente cai na sua conta por mês. Use o valor líquido, o que sobra depois dos descontos, e não o salário bruto. Se você tem renda variável, freelas ou comissões, some a média dos últimos três meses em vez de usar o melhor mês — orçamento feito em cima do melhor mês quebra no primeiro mês ruim.

2. Separe despesa fixa de despesa variável

Essa é a divisão que mais muda o jogo, porque cada tipo se resolve de um jeito diferente.

TipoExemplosComo se resolve
Fixa Aluguel, condomínio, internet, plano de celular, mensalidade escolar, seguro Renegociação. Você mexe uma vez e economiza o ano inteiro.
Variável Mercado, combustível, delivery, farmácia, lazer Hábito. Só cai se você acompanhar de perto, semana a semana.

Cortar R$ 80 do plano de celular é uma decisão única que rende R$ 960 no ano. Cortar R$ 80 de delivery exige vigilância todo mês. Comece pelas fixas — dá menos trabalho e o resultado é maior.

3. Trate a fatura do cartão como uma conta só

Aqui mora o erro mais comum do controle financeiro caseiro: descontar a compra do saldo no dia em que ela foi feita. Compra no crédito não sai do bolso na hora. Ela ocupa limite e só vira dinheiro de verdade quando a fatura vence.

Quem desconta na hora vê um saldo menor do que tem no mês da compra e um saldo maior do que tem no mês do vencimento — e é justamente no mês do vencimento que o aperto chega. O caminho correto é: a compra vai para a fatura do mês de vencimento, e o que você acompanha no dia a dia é o percentual de limite usado de cada cartão.

Uma pergunta que vale ouro antes de parcelar

Antes de dividir uma compra em 10 vezes, olhe quanto das próximas 10 faturas já está comprometido. Parcela é uma conta fixa disfarçada: ela some da sua cabeça e reaparece no orçamento de dez meses seguidos.

4. Coloque todo boleto numa agenda única

Boleto perdido no e-mail vira multa e juros por pura desorganização. Reúna todos num lugar só, com valor e vencimento, ordenados pela data mais próxima. O objetivo é conseguir responder em cinco segundos: o que vence nos próximos sete dias e quanto isso soma?

5. Aplique uma regra de divisão

O método 50-30-20 é o ponto de partida mais usado porque é simples de lembrar:

Não trate como lei. Com renda mais apertada, os essenciais passam de 50% e isso é normal — a meta vira reduzir essa fatia aos poucos, não bater a proporção logo no primeiro mês. Se você tem dívida de cartão rotativo ou cheque especial, inverta a prioridade: os juros dessas duas modalidades são os mais altos do mercado brasileiro e comem qualquer rendimento de reserva.

6. Projete os próximos 12 meses

Orçamento que só olha o mês atual sempre é surpreendido por IPVA, IPTU, matrícula escolar e seguro anual. Transforme cada conta recorrente em uma regra — valor, dia de vencimento, quantas vezes se repete — e olhe o ano inteiro de uma vez.

Conta de valor variável, como energia e água, entra pela média dos últimos meses pagos. Não é exato, mas é infinitamente melhor do que não estar na projeção. O ganho aqui não é precisão: é enxergar o mês apertado com antecedência, enquanto ainda dá tempo de fazer alguma coisa.

7. Revise em 10 minutos por semana

Controle financeiro não morre por falta de planilha bonita — morre por abandono no segundo mês. Marque 10 minutos fixos na semana, sempre no mesmo dia, e faça só três coisas:

  1. Lance o que ficou pendente
  2. Confira o que vence nos próximos sete dias
  3. Olhe quanto já saiu do caixa no mês

Uma revisão curta e constante sustenta o controle muito melhor do que uma revisão detalhada que você faz uma vez e nunca mais.

Fazendo isso tudo em um app só

O Dunna Finance Pro foi construído exatamente em cima desses sete passos: separa fixa de variável no painel, trata a compra no crédito pelo vencimento da fatura, lê boleto pela câmera, projeta 12 meses a partir das contas recorrentes e ainda divide despesa compartilhada. É gratuito, funciona offline no celular e não pede a senha do seu banco.

Ver como funciona em detalhe →

Perguntas frequentes

Qual a diferença entre despesa fixa e despesa variável?

Despesa fixa se repete todo mês com valor previsível, como aluguel, internet e mensalidade. Despesa variável muda conforme o comportamento, como mercado, combustível e lazer. Fixa se renegocia uma vez e economiza o ano inteiro; variável se controla no dia a dia.

Compra no cartão de crédito deve descontar do saldo na hora?

Não. A compra no crédito ocupa limite mas só sai do bolso quando a fatura vence. Descontar do saldo na hora faz o dinheiro parecer menor do que é no mês da compra e maior do que é no mês do vencimento.

O método 50-30-20 funciona com salário baixo?

Serve como referência, não como regra rígida. Com renda mais apertada os essenciais costumam passar de 50%, e o objetivo passa a ser reduzir essa fatia aos poucos, não bater a proporção no primeiro mês.

Planilha ou aplicativo: o que é melhor para controlar gastos?

O que você mantém. A planilha perde para o aplicativo em constância porque exige abrir o computador; o aplicativo no celular permite registrar o gasto no instante em que ele acontece, que é quando o registro realmente é feito.

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